Queridos amigos e famìlia,
Nossa chegada à Cuzco foi excelente. Chegamos em Lima dia 18, às 12 horas (hora do Peru), e já estavam nos esperando. Fomos acolhidas pela pastora Marlene e sua família. Uma mulher de oração, muito guerreira, mulher de Deus, ela e suas quatro filhas nos abençoaram muito. No mesmo dia a pastora nos pediu para darmos uma palavra no culto de sua igreja. Pediu que eu cantasse e que a Suzana pregasse. Foi uma noite maravilhosa, Deus estava naquele lugar! Ficamos muito constrangidas pela forma que fomos recebidas. Todos queriam nos abraçar, não nos deixaram carregar nossas malas hora nenhuma, queriam nos servir em tudo. O Senhor foi maravilhoso ao colocar essa família em nossas vidas.
Lima é uma cidade muito pobre. A maioria das casas não é pintada, não parecem estar totalmente construídas, estão no tijolo. Tudo é muito barato, os táxis cobram cerca de 4 reais para uma distância de aproximadamente 30km, e o transporte público é como 0,25 centavos de reais. Comida é muito barato. E muito diferente. Eles sempre comem em etapas. Primeiro a entrada, uma espécie de salada, no dia comemos um tipo de alface e abacate com sal. Depois servem a sopa, comemos macarrão, com cenoura, cebola e pedaços de um frango nada parecido com o que comemos no Brasil. E, por fim, o que eles chamam de segundo, arroz e batata cozida com pata de porco. E mais, nas casas não tem água pura, tomam sempre com uma essência amarela, como se fosse um chá, quente ou fria. Além de ser muita comida para um almoço, não estamos acostumadas com o tipo de comida, mas deu tudo certo, foi uma bênção!!!
Dia 19 chegamos à Cuzco, e também fomos muitíssimo bem recebidas. O pastor Pedro nos aguardava com dois jovens de sua igreja. Ele e sua esposa são muito amorosos, nos deixaram muito a vontade. Não tivemos nenhum tipo de problema com a altitude tão temida em Cuzco, que costuma causar náuseas, vômitos, dores de cabeça e falta de ar. E o frio que tanto nos falaram não estava aqui. Os termômetros mediam 19° graus quando desembarcamos, o que pra nós é uma bênção!!! A família nos recebeu muito bem. Aqui moram o pastor Pedro, sua esposa pastora Cleidi, seus filhos Martín e Keyla, seu neto de 10 meses, Esdras e a mãe do bebê que se chama Adriana. A cidade é muito bonita, cercada de montanhas por todos os lados, e não é pobre como Lima, mas as coisas são também muito baratas. A comida é bem mais parecida com a brasileira. Não existem mais “etapas”. Aqui tem água potável, diferente de Lima.
No dia seguinte, 20, fomos à célula liderada pelo Pr. Pedro, e na hora pediu para darmos a palavra. E isso aconteceu também nos outros dois dias seguintes, sexta e sábado. Este último em uma igreja nas montanhas liderada pelo Pr. Julio e sua esposa Pra. Manuela, em um povoado chamado Santo Domingo, a aproximadamente duas horas de Cuzco. Foi uma experiência diferente e marcante conhecer aquelas pessoas. Lá os campesinos falam quéchua e espanhol, são muito hospitaleiros, nos receberam com muito amor, são também muito pobres. As casas são de barro e o banheiro é uma espécie de fossa.
A ocasião que nos levou a Santo Domingo foi o aniversário da igreja. A comemoração, diferente do que acontece nas nossas igrejas no Brasil, foi um dia inteiro só de Palavra. O culto começou antes de nós chegarmos, por volta das 9 horas da manhã e terminou depois que fomos embora às 16:30 aproximadamente. O Pr. Pedro, que é quem enviou o Pr. Julio a Santo Domingo, pediu que cada um da igreja de Cuzco, eu e a Suzana déssemos uma palavra enfocando a necessidade de dar frutos. Foram cerca de nove pessoas. Um grupo de aproximadamente 10 adolescentes entre 12 e 15 anos, andou 4 horas pra estar no culto. Foi realmente uma bênção!!!
Cuzco é uma cidade de 600.000 habitantes e possui apenas 35 igrejas evangélicas. Os cristãos representam 0,3% da população. E a união desses 35 pastores tem sido difícil devido a rebelião do povo. Um pastor magoado com outro. A igreja que nós estamos, sofreu uma divisão a pouquíssimo tempo e as pessoas ainda estão se recuperando. Nós sabemos que se ficarmos seis meses aqui só ajudando na igreja não fará muita diferença, estamos trabalhando para despertar esses pastores a respeito da necessidade da unidade da igreja para a conquista de Cuzco.
Por enquanto é isso, queridos! Em breve mando mais noticias... e qualquer dúvida ou sugestão é só me encaminhar um email que eu irei responder assim que possível.
OREM:·
Para que haja um despertar dos pastores sobre a necessidade da igreja se unir.·
Para que o céu se abra em Cuzco.·
Em especial pela Igreja Luz para os Povos, para que o Espírito Santo nos conduza a dar o nosso melhor aqui. E vidas sejam verdadeiramente transformadas.·
Pelo Pr. Pedro e família.
Um abraço a todos!!!
Até a próxima!!!!